Brasília, 28 (AE) -Os deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico receberam a notícia do habeas-corpus que permitiu ao advogado Arthur Eugênio Mathias deixar a prisão com naturalidade. Mathias é acusado de ser o braço jurídico de uma quadrilha de traficantes e ladrões de carga em Campinas, no interior de São Paulo. "Não me cabe contestar uma decisão judicial", afirmou a deputada Laura Carneiro (PFL-RJ). "Só nos resta correr atrás de mais provas", disse.
O deputado Robson Tuma (PFL-SP) prefere também não comentar a decisão. "A CPI acata o que a Justiça decide", disse. Tuma foi acusado pelo advogado de Mathias de ter instigado o motorista Adílson Frederico Dias Luz a incrimar o cliente, junto com o deputado Celso Russomano (PPB-SP) e os promotores do caso. "O próprio Adilson já disse durante a CPI que testemunhou conta Mathias sem sofrer qualquer tipo de pressão", afimou. "Não existe mais nada o que falar sobre o tema."

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