SÃO PAULO - A CPI de Diadema vai discutir hoje a quebra do sigilo bancário do tenente-coronel Paulo Pereira Matheus, ex-comandante do 24º Batalhão de Diadema, e dos 11 policiais envolvidos nos crimes filmados e exibidos na TV. A proposta vai ser feita pelo presidente da CPI, deputado Carlos Sampaio (PSDB), e deverá ser aprovada. Segundo o deputado, a quebra é importante para comprovar a prática de extorsão. ‘‘Vamos analisar as contas para saber se os rendimentos são compatíveis com a condição de policial’’, afirmou.
O deputado disse que é necessário quebrar também o sigilo bancário do ex-comandante do batalhão, pois ‘‘existem indícios de que ele estaria envolvido na cadeia de benefícios’’. O principal indício, segundo Sampaio, é o fato de alguns policiais trabalharem na empresa de segurança do oficial.
O secretário da Segurança Pública, José Afonso da Silva, vai depor terça-feira, às 10 horas, na CPI. O comandante-geral da PM, coronel Claudionor Lisboa, também vai ser inquirido na mesma data pelos 11 deputados da CPI na Assembléia Legislativa.
Quarta-feira, os 11 policiais envolvidos vão depor na outra CPI aberta na AL, a CPI do Crime Organizado, presidida pelo deputado Afanásio Jazadji (PFL). Essa divisão é resultado de uma disputa interna pelo comando das investigações do crime. Ontem, o deputado Elói Pietá (PT) esteve no 24º Batalhão de Diadema e constatou a existência de 32 inquéritos - 16 por homicídios - casos de extorsão e de lesões corporais. O deputado disse que as vítimas e testemunhas desses inquéritos vão ser ouvidas pela CPI.

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