CPI quebra sigilo bancário de empresa vinculada ao banco Marka
Brasília, 18 (AE) - A CPI do Sistema Financeiro, em sessão que está acontecendo neste momento, aprovou a quebra do sigilo bancário da empresa Teletrust Recebíveis. Segundo o relator da comissão, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), essa empresa emitiu R$ 368 milhões em debêntures. As emissões foram coordenadas pelo Banco Marka. O relator considerou suspeitas as emissões, pois a empresa tem capital de apenas R$ 10 mil e sequer possui telefone em sua sala nem seu nome consta da lista telefônica. Souza pediu ainda a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal de pessoas relacionadas à Teletrust Recebíveis, como o advogado Luiz Carlos Barrete, o ex-cunhado do banqueiro Salvatore Cacciola (dono do Marka), Roberto Moisés, e a empresa Oliveira Bastos Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. O senador informou que a transcrição do depoimento de Barrete à Polícia Federal já está em mãos da CPI. "Aqui pode estar o que estamos procurando", afirmou o relator, referindo-se ao fato de que, até agora, a CPI ainda não encontrou uma prova conclusiva de ilegalidade envolvendo o Banco Marka.





