CPI quebra o sigilo de tenente-coronel de SP
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segunda-feira, 07 de abril de 1997
Agência Folha 
SÃO PAULO á- A CPI da Assembléia Legislativa de São Paulo que investiga os crimes cometidos pelos PMs na favela Naval, em Diadema, decidiu ontem quebrar o sigilo bancário do tenente-coronel Paulo Pereira Matheus. Ele comandava o 24º Batalhão da PM de Diadema, ao qual pertenciam os policiais acusados de praticar atos de tortura, extorsão e homicídio mostrados pela televisão na semana passada.
A principal intenção dos deputados com a quebra do sigilo é apurar se houve extorsão durante as ações dos policiais-militares. A comissão deve solicitar também, nos próximos dias, a abertura das contas bancárias de outros 11 PMs envolvidos no caso.
A proposta de quebrar o sigilo bancário de Matheus foi apresentada na semana passada pelo presidente da CPI, deputado Carlos Sampaio (PSDB), e aprovada ontem de manhã pelos outros integrantes da comissão. Os deputados que se manifestaram contra a quebra do sigilo foram o ex-secretário de Segurança Pública Erasmo Dias (PPB) e o coronel da reserva da PM Édson Ferrarini (PL).
Sampaio acredita que a análise das contas pode revelar se os rendimentos são compatíveis com a condição de um policial - que leva uma boa vida. Para ele, há indícios de que Matheus estaria envolvido na cadeia de benefícios. O principal seria o fato de alguns PMs trabalharem na empresa de segurança do tenente-coronel.


