Belo Horizonte, 31 (AE) - O integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Assembléia Legislativa de Minas Gerais aprovaram hoje a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do deputado estadual Arlen Santiago (PTB) e do irmão dele, o empresário Paulo César Santiago, acusados por uma testemunha de envolvimento com o traficante Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar".
Os requerimentos serão enviados na próxima semana ao Banco Central (BC), Receita Federal e companhias telefônicas.
Também foram convocados a depor, além de Arlen e César Santiago, a testemunha da CPI federal, que usa o nome falso de "Laércio da Cunha", e policiais civis aposentados e da ativa de Montes Claros (MG), base eleitoral do parlamentar. A CPI quer detalhes sobre um inquérito por tráfico aberto contra César Santiago, como ele é conhecido no Norte de Minas Gerais, ainda na década de 80. As investigações foram interrompidas e a equipe que trabalhava no caso, afastada.
Segundo os membros da CPI mineira, que recebeu oito denúncias anônimas contra Arlen Santiago nos últimos meses, antes das revelações de "Laércio da Cunha", outros dois parlamentares da Assembléia estão sendo investigados "sigilosamente" por suspeita de relações com o tráfico de drogas. Os nomes não foram revelados. Hoje, os deputados da CPI passaram a tarde ouvindo um casal acusado de tráfico, preso na semana passada, em Belo Horizonte, com 1,5 quilo de cocaína, e um policial militar, identificado como capitão Marcelo Pio e acusado de envolvimento no caso.

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