Brasília, 21 (AE) - O presidente da CPI do Sistema Financeiro, Bello Parga (PFL-MA) afirmou hoje que se a liminar concedida pelo ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal, ao ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, suspendendo a quebra do sigilo bancário, não for revogada rapidamente, a comissão provavelmente precisará de uma prorrogação de seus trabalhos. Segundo Parga, o prazo para o término dos trabalhos da CPI de 120 dias, se encerrará por volta de 10 de setembro.
O senador disse que enviará hoje à tarde ao STF seis agravos regimentais solicitando a cassação das liminares que suspenderam a quebra do sigilo e o bloqueio de bens determinados pela CPI. Nos recursos, a comissão reafirmará autorização constitucional para efetuar esses atos e apresentará justificativa que a levou a decretar essas medidas. Bello Parga disse que a suspensão da disponibilidade dos bens não é essencial para a investigação, mas que a CPI não pode prescindir da quebra do sigilo. Ele explicou que enquanto as liminares estiverem em vigor, a CPI não poderá incluir em seus relatórios os dados obtidos sobre a quebra dos sigilos e das pessoas beneficiadas. Apesar dessa restrição Parga acredita que o relator da CPI João Alberto Souza (PMDB-MA) poderá fazer seu relatório parcial sobre os casos Marka e FonteCindam.
Parga contestou a proposta do senador Pedro Simon (PMDB-RS) de suspender os trabalhos da CPI, enquanto o Supremo Tribunal Federal não julgar o mérito dos processos contra a quebra do sigilo. Segundo Parga, a CPI tem oito fatos determinados para analisar e muitos deles não precisam de quebra de sigilo. Parga esclareceu ainda que durante o recesso parlamentar de julho a CPI deverá realizar trabalhos internos de análise de documentos.

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