CPI ouve pais de crianças desaparecidas
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quarta-feira, 14 de junho de 2000
Dimitri do Valle De Curitiba 
Pais de crianças desaparecidas em Curitiba prestaram depoimento ontem à noite à CPI estadual do Narcotráfico. Eles reclamaram da falta de agilidade nas investigações policiais. Arlete Caramês, mãe do garoto Guilherme, desaparecido em 1992, foi a primeira a prestar depoimento. Ela disse que não acredita que o desaparecimento do filho esteja vinculado a traficantes de órgãos ou droga. Para Arlete, o menino foi sequestrado para ser adotado por uma família estrangeira.
O segundo a depor foi José Vicente Gonçalves, o Zezo, pai de Everton, que desapareceu em 1988 aos quatro anos de idade. Zezo prometeu revelar o nome de um delegado da Região Metropolitana de Curitiba que pode dar novas informações sobre o caso. Segundo ele, o policial estaria disposto a falar na CPI, desde que tivesse a identidade resguardada. O pai de Everton também entregou uma lista contendo o nome de 30 policiais que estariam envolvidos com o sequestro de crianças.
O delegado titular do Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride), Harry Herbert, disse que, dos 430 investigados, apenas dois não foram elucidados.


