CPI ouve hoje presidentes do Marka e Fontecindam
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quarta-feira, 12 de maio de 1999
Por Adriana Fernandes e José Ramos 
Brasília, 13 (AE) - A CPI do Sistema Financeiro deverá concluir hoje os trabalhos de investigação sobre a ajuda aos bancos Marka e Fonte-Cindam, abrindo espaço para a nova rodada que poderá atingir bancos estrangeiros. Hoje, às 10 horas, serão ouvidos o presidente do Banco Marka, Salvatore Cacciola, e às 15 horas, o presidente do Banco Fonte-Cindam, Luiz Antônio Gonçalves. O objetivo dos senadores é o de conferir se houve tráfico de influência na decisão do Banco Central de ajudar os dois bancos durante o processo de desvalorização cambial.
A atividade da próxima semana, quando será ouvido, na quinta-feira, o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, deverá ser fundamental para que os senadores saibam se poderão avançar na investigação sobre os bancos estrangeiros. Havia intenção de se aprofundar a investigação sobre a suposta sonegação praticada por esses bancos e sobre os ganhos considerados excessivos durante a desvalorização cambial.
Os dois fatos constam do requerimento de criação da CPI, e a convocação dos presidentes de todas as instituições financeiras estrangeiras em funcionamento no Brasil foi aprovada na primeira sessão da CPI. Mas o movimento teve refluxo com a intervenção do deputado Aloísio Mercadante (PT-SP) na CPI. Após a apresentação dele na comissão, quando mostrou dados que lançavam suspeitas sobre os ganhos dos bancos, os governistas preferiram deixar o tema em banho-maria para não valorizar demais a participação do oposicionista nos trabalhos.
Estrangeiros - O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro, senador João Alberto (PMDB-MA), chegou a dizer, no dia seguinte ao da apresentação do deputado petista Aloísio Mercadante (SP) à comissão, que não havia mais motivo algum para a convocação dos representantes dos bancos estrangeiros. Ontem, no entanto, ele mudou de idéia e disse que existe a intenção de chamar esses executivos.
O que determinará esse novo passo da CPI será a participação de Everardo Maciel. Para que ocorra o novo impulso desejado por alguns senadores, será necessário que o depoimento do secretário acrescente novos elementos que permitam aos senadores aprofundar a investigação em áreas onde a Receita Federal não pode chegar por causa das restrições que a lei lhe impõe. A CPI do Judiciário também terá sessão às 10 horas de hoje, quando ouvirá o delegado da Polícia Federal do Amazonas Nivaldo Faria. O delegado falará sobre a denúncia de venda de alvarás de solturas para traficantes no Amazonas.


