CPI ouve depoimento de testemunhas de defesa de Paschoal
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terça-feira, 31 de agosto de 1999
Por Liege Albuquerque 
Brasília, 01 (AE) - Os últimos seis depoimentos de defesa do deputado Hildebrando Paschoal (sem partido-AC) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deveriam ser ouvidos ainda hoje na Câmara. Paschoal é alvo de um processo para cassação de seu mandato por quebra do decoro parlamentar.
De acordo com o relator do processo na CCJ, deputado Inaldo Leitão (PMDB-PB), seu voto deverá ser divulgado e apreciado na segunda quinzena de setembro. Leitão afirmou que poderá apresentar seu relatório amanhã (02).
Até as 21 horas, três dos depoimentos já haviam sido tomados. A tônica das defesas foi levantar que as acusações feitas na CCJ pelo desembargador Gersino José da Silva - de que Paschoal comandaria um esquadrão da morte -, são um "problema pessoal". "É que o deputado conseguiu abaixar o salário dos desembargadores lá no Acre", justificou a testemunha Maria José Correia Lima, promotora aposentada do Acre.
Ela afirmou aos deputados que, no Acre, há mortes "normais" nos finais de semana e nada têm a ver com esquadrão da morte. "É briga de viciado e bêbado", disse. Outro promotor aposentado trazido como testemunha, Getúlio Barbosa de Andrade, afirmou que, por conhecer a família do deputado, acreditava que ele "nada tinha a ver com esquadrão da morte ou tráfico de drogas".
Maria José e todas as testemunhas foram trazidas e hospedadas em Brasília por conta da Mesa da Câmara, porque Paschoal alegou não ter condições financeiras para trazê-las. Apesar de terem sido convidadas pelos advogados do parlamentar, uma das testemunhas foi descartada pelos membros da comissão em menos de dez minutos de depoimento por alegar não saber "nada" sobre o caso: a jornalista acreana Marlize Moreira Braga.


