CPI não chega a acordo sobre rumos da apuração
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de março de 2000
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 21 (AE) - Reunidos por mais de três horas, os deputados da CPI dos Medicamentos não conseguiram chegar hoje a uma conclusão quanto aos rumos dos trabalhos nos próximos 60 dias . Continuava a divisão entre os que pretendem suspender as audiência públicas e atuar de forma mais investigativa com base nos dados decorrentes da quebra de sigilo de 21 laboratórios, e os que ainda acham necessário coletar mais informações de pessoas e empresas convocadas.
Um novo encontro foi marcado para amanhã (22) pela manhã. Outra dúvida que ainda ronda a CPI é como analisar os dados dos sigilos quebrados. Neste ponto, oposição e governo se unem. Os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendem o envio de informações do sigilo bancário para a Receita Federal. Chegaram à CPI os primeiros 160 quilos de documentos vindos de apenas um banco e relativos a parte das indústrias farmacêuticas.
Amanhã (22) à tarde serão ouvidos representantes de duas distribuidoras de medicamentos, a Farmed e a Santa Cruz. Foram suspensos os depoimentos de representantes dos laboratórios Bristol-Meyers Squibb e Glaxo Wellcome.


