Belo Horizonte, 04 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Nacortráfico da Assembléia Legislativa de Minas Gerais estuda uma suposta ligação do empresário Paulo César Santiago, irmão do deputado estadual Arlen Santiago (PTB-MG), com um traficante que se encontra preso em Montes Claros, Norte do Estado. Pouco antes do início dos depoimentos, o deputado Sargento Rodrigues (PL-MG), membro da comissão, disse que possui fortes indícios que levariam a uma ligação entre César Santiago e o traficante preso, de quem ele não quis revelar o nome.
O nome do traficante, no entanto, não foi revelado. Hoje à tarde, os parlamentares começaram a ouvir, em Belo Horizonte, os depoimentos de três delegados da região de Montes Claros. Os delegados José Luiz Ribeiro, Aluísio Couto e Castelar de Carvalho Leite, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Montes Claros, foram interrogados pelos deputados da CPI.
Sargento Rodrigues recebeu outras denúncias, mas considera esta a única consistente e disse que poderia requerer o depoimento do traficante hoje mesmo. "Por enquanto, pretendo ter mais detalhes."
Ontem (03), a CPI pediu à Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais a reabertura de um inquérito realizado há 13 anos em Montes Claros que apurava o envolvimento de César Santiago com o tráfico de drogas. O inquérito foi arquivado e a cópia dos autos entregue ao promotor André Ubaldino, que, hoje, encaminhou os documentos aos deputados da CPI.
No fim de semana, o deputado federal Cabo Júlio (PL-MG), membro da CPI do Narcotráfico da Câmara Federal, esteve em Montes Claros para ouvir as testemunhas apontadas pelo informante da CPI, de codinome "Laércio da Cunha", que ligariam o deputado mineiro e o irmão dele ao traficante Luiz Fernando da Costa, o "Fernandinho Beira-Mar". Mas Cabo Júlio considerou os depoimentos evasivos e que pouco ajudaram no avanço das investigações.

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