O relator da CPI dos Medicamentos no Paraná, deputado Luiz Accorsi, disse ontem que técnicos da Vigilância Sanitária, a pedido da comissão, farão uma devassa em 100 farmácias na periferia de Curitiba e em outras 100 da Região Metropolitana. Eles estão atrás de remédios falsificados ou roubados que revertam, automaticamente, em novas provas do envolvimento de distribuidoras e empresários paranaenses em crimes contra o consumidor.
Segundo o deputado, a CPI já tem um vasto material sobre as irregularidades. Mas elas não serão divulgadas para que as investigações não sofram prejuízos. A intenção da comissão, assegura o deputado, é pegar os criminosos em flagrante, sem expor gratuitamente pessoas a julgamento público. ‘‘Não quero denegrir a imagem de ninguém, mas quem estiver errado, vai pagar conforme determina a lei.’’
A devassa nas farmácias em Curitiba e na região começou na segunda-feira e vai servir também, conforme o deputado, para fiscalização das estruturas, controle de remédios psicotrópicos (controlados) e a existência de farmacêutico. A ausência deste profissional deve acarretar em cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento.
Além desse trabalho, Accorsi informa que a polícia de vários municípios paranaenses está envolvida num esquema especial para flagrar os criminosos na área de medicamentos, principalmente envolvidos em roubo de cargas. Por isso estão sendo realizadas reuniões secretas entre delegados, membros da CPI e promotores públicos. Ontem, durante toda a tarde, houve um encontro em Curitiba.
‘‘Só posso dizer que um dos maiores problemas no Paraná diz respeito ao crime fiscal’’, contou o deputado, sem dar detalhes. Ele aguardava o mapeamento de locais indicados como pontos de irregularidades para definir uma operação especial. Esta operação deverá envolver simultaneamente policiais de várias localidades e o Ministério Público.

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