CPI está dividida sobre sessão sigilosa
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domingo, 02 de maio de 1999
Por Adriana Fernandes 
Brasília, 03 (AE) - Os integrantes da CPI do Sistema Financeiro estão divididos em relação à conveniência de ser aberta ou sigilosa a sessão de hoje, na qual serão ouvidos funcionários do Banco Central sobre as denúncias de irregularidades na operação de ajuda do BC aos bancos Marka e FonteCindam. O relator da CPI, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), defende a realização de sessão fechada, mas outros senadores insistem em que o acesso da imprensa aos depoimentos não pode ser vedado. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) foi o primeiro a se declarar contrário à posição do relator. Para Suplicy, todos os depoimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito devem ser feitos em sessões públicas, abertas. Já o senador Siqueira Campos (PFL-TO) defende a realização de sessões sigilosas. A sessão de hoje da CPI deveria ter começado às 14h30
mas a polêmica atrasou seu início. Vão prestar depoimento hoje a chefe do Departamento de Fiscalização do Banco Central, Teresa Cristina Grossi; a ex-chefe do Departamento de Reservas Internacionais do BC, funcionária aposentada Maria Socorro de Carvalho e o funcionário do Departamento de Fiscalização Vânio Aguiar. Os três já chegaram ao Senado e encontram-se numa sala reservada, aguardando o início da sessão. O plenário da CPI ainda está praticamente vazio.


