Brasília, 28 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga irregularidades no sistema financeiro encerrou por volta das 22h30, após cinco horas e meia de reunião, a sessão onde foram ouvidos os depoimentos dos economistas Rubem de Freitas Novaes e Luis Augusto Bragança.
Ambos viajaram a Brasília em 13 de janeiro acompanhando o dono do Banco Marka, Salvatore Cacciola, que veio negociar com o Banco Central uma saída para a quebra do seu Banco.
Os depoimentos reforçaram nos senadores a suspeita de que houve tráfico de influência dos depoentes, que teriam influênciado o então presidente do Banco Central, Francisco Lopes, a decidir vender dólares ao banco em condições privilegiadas. O presidente em exercício da CPI, José Roberto Arruda (PSDB-DF), considerou disse que "os depoimentos mostraram algumas contradições , com indícios de, no mínimo, influência na decisão tomada".
O senador Pedro Simon foi mais duro. "Está claro que houve tráfico de influência dos dois, com a diferença de Novaes não era tão amigo de Lopes". O senador baseia-se na sequência dos fatos, segundo a qual, Bragança reuniu-se com Lopes na casa deste entre 8h e 8h30, e às 9h30 Lopes estava na reunião de diretoria do Banco Central decidindo a favor da venda de dólares ao Marka.

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