São Paulo, 21 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a corrupção das administrações regionais (ARs) de São Paulo deve ouvir amanhã (22) o funcionário da AR da Penha, na zona leste, Sílvio Rocha. Ele é suspeito, segundo a polícia, de integrar um suposto esquema paralelo de extorsão na área.
Rocha ainda não foi ouvido pela polícia, mas os depoimentos tomados sobre o caso levantam suspeitas sobre a função dele na regional.
Apesar de estar lotado na Penha, Rocha é funcionário da empresa Procesamento de Dados do Município (Prodam). O ex-administrador regional da Penha Paulo Tirolli não soube explicar qual a função de Rocha.
O presidente da CPI, José Eduardo Cardozo (PT), considera Rocha uma figura "misteriosa" no inquérito da Penha. Cardoso cita que o funcionário teria desavenças pessoais com o também vereador Vicente Viscome (sem partido). Existe um documento no Ministério Público (MP) no qual Rocha acusa Viscome de o ameaçar de morte.
Nos depoimentos, Rocha também é citado como "protegido" dentro da regional. Viscome deve ser ouvido pela CPI na quinta-feira (25), caso se apresente. Ele está foragido da polícia. Amanhã (22) à tarde, na Câmara, também devem ser ouvidos o ex-administrador regional e responsável pela fiscalização da coleta de lixo na Penha, Pedro Antonio Saul, e o deputado estadual Conte Lopes (PPB), que acusou Viscome e o vereador Dito Salim (PPB) de extorsão, afirmando também que o prefeito Celso Pitta (PPB) e outros membros do governo municipal teriam conhecimento das denúncias.

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