Agência Estado
De Brasília
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara que investiga ao ação do Narcotráfico vai sugerir ao Congresso a criação de um batalhão antidrogas dentro do Exército. O presidente da CPI, deputado Magno Malta (PPB-ES), disse que o batalhão vai ajudar a Polícia Federal em ações emergenciais. As forças armadas têm restrição histórica para atuar diretamente no combate ao narcotráfico.
A idéia de criar um batalhão especial para combater o narcotráfico surgiu a partir da visita que vários parlamentares da CPI do Narcotráfico fizeram ao Mato Grosso, em junho. Na ocasião, os parlamentares sobrevoraram de helicóptero a fronteira do Brasil com a Bolívia e Paraguai, por onde entra grande parte da droga que passa e que é consumida no País. Os parlamentares se mostraram impressionados com a falta de policiamento na fronteira, onde os traficantes constroem estradas clandestinas para escoar drogas.
Magno Malta pediu um estudo detalhado a três juristas sobre a criação do batalhão antinarcóticos. O deputado ainda não sabe se é possível criar o batalhão sem alteração constitucional. Malta afirmou que definiu algumas características do novo batalhão, antes mesmo da finalização do estudo. Será um batalhão de elite, com tropas formadas em ações emergenciais de combate ao narcotráfico. ‘‘Os soldados terão treinamento de polícia’’, disse o deputado.
Uma das restrições que as forças armadas colocam no combate ao narcotráfico é justamente a falta de treinamento específico dos soldados para este tipo de ação. Oficiais de alta patente dizem que não se pode colocar rapazes de 18 anos, sem treinamento, para combater traficantes. Os militares temem ainda a aproximação com este tipo de ação, o que deverá aumentar a vulnerabilidade da força frente ao poder de corrupção dos traficantes.

mockup