Brasília, 29 (AE) - A CPI do Narcotráfico vai pedir a quebra dos sigilos bancário e telefônico de traficantes presos que atuam no Rio, como Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, preso em Bangu 1. Outros quatro - Salvatori Battaglia, Isaías Cabral, Temístocles Torres e Henry Pineda - supostamente ligados ao Cartel de Cali, na Colômbia, que já estão presos, também terão suas ontas investigadas. A CPI tem informações de que o Cartel de Cali seria o principal fornecedor da cocaína consumida no Rio.
A decisão de solicitar a quebra de sigilo de traficantes presos foi tomada após a CPI receber, na semana passada, o relatório Avanço do Narcotráfico no Estado do Rio de Janeiro, do Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Rio (PM-2), com detalhes sobre o esquema do tráfico na cidade. O documento informa que os grandes traficantes controlam o tráfico de dentro da cadeia pagando por mês até R$ 30 mil para os chamados "homens de confiança". O relator da comissão, deputado Moroni Torgan (PSDB-CE) afirma que a quebra dos sigilos desses criminosos permitirá identificar quem está no comando do tráfico nos morros. Segundo o relatório da PM-2, 300 advogados trabalham diretamente para os traficantes, muitas vezes atuando como "pombos-correio" entre os líderes que estão presos e os "gerentes" dos morros.

mockup