Rio Branco, 13 (AE) - Um grupo de quatro deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico retomam amanhã hoje (14) as investigações sobre o envolvimento de políticos, empresários e policiais civis e militares com o comércio de entorpecentes no Acre. Além de um contingente de 30 homens da Polícia Federal (PF), quatro procuradores -Roberto Santoro, Marcelo Serro Azul, Raquel Ferreira Dodge e Fernando Piazenski - estão desde a semana passada em Rio Branco, cruzando informações bancárias, telefônicas e fiscais dos principais suspeitos.
As investigações vêm sendo realizadas sob sigilo. "Bomba prepara-se em silêncio", disse, em Brasília, o procurador Luís Francisco de Souza, que conduz as investigações que levaram à prisão temporária do ex-deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) e 28 policiais civis e militares acusados de pertencer ao crime organizado.
Os deputados Wanderlei Martins (PTB-RJ), Antonio Biscaia (PT-RJ), Ricardo Noronha (PMDB-DF) e Laura Carneiro (PFL-RJ) devem concentrar a tomada de depoimentos e acareações em Cruzeiro do Sul, a 700 quilômetros da capital, sede de uma região considerada pela Secretaria Nacional Antidroga (Senad) a segunda maior rota de passagem de pasta de coca no País.
Souza continua reclamando da demora do Ministério da Justiça em dar proteção às testemunhas do caso Pascoal. Para ele
essa questão dificulta o aprofundamento das investigações.

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