Curitiba, 01 (AE) - Três policiais civis e um empresário paranaenses tiveram as prisões decretadas pela Justiça por volta de 1h30 de hoje, depois de um pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados. Os trabalhos foram retomados hoje de manhã, com o depoimento das pessoas presas na madrugada. Também foram convocadas outras pessoas, entre elas o delegado-geral da Polícia Civil, João Ricardo Kepes de Noronha, que deve depor amanhã (02).
Depois de ouvir o depoimento de cinco pessoas, entre elas ex-policiais e ex-consumidores de drogas, o presidente da CPI, deputado Magno Malta (PTB-ES), leu o mandado de prisão dos policiais civis Reginaldo Moreira, Samir Scandar e Edenir da Silveira, além do empresário Hissan Hussein Dehini. Eles foram citados por quase todos os depoentes como sendo os principais traficantes de Curitiba e ficarão presos por pelo menos 30 dias. Outros policiais civis também foram citados como chefes do tráfico, mas não tinham comparecido hoje.
Durante os depoimentos, foram citados os nomes de 19 investigadores, sete delegados e alguns proprietários de desmanche de carros envolvidos direta ou indiretamente com o tráfico de drogas, extorsão ou roubo de veículos. Houve acusações de recebimento de propina ou de acobertamento da corrupção por delegados de polícia, entre eles o ex-delegado-geral da Polícia Civil, Newton Rocha, e o atual, Noronha.

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