CPI do Narcotráfico formaliza denúncia contra Silas Câmara14/Mar, 20:52 Por Kátia Brasil (especial para a AE) Manaus, 14 (AE) - Os deputados Pompeu de Mattos (PDT-RS) e Padre Roque (PT-PR), integrantes da CPI do Narcotráfico, formalizam hoje na Corregedoria da Câmara denúncia de falsidade ideológica contra o deputado Silas Câmara (PTB-AM). A abertura do processo pode resultar no pedido de cassação por falta de decoro parlamentar. Investigação de três meses feita por Mattos e Roque derrubou a defesa apresentada por Silas para a acusação de uso de dupla identidade, ligação com o narcotráfico e contrabando de dólares falsos. Os deputados comprovaram documentação falsa no nome de Silas e sua filha até nos documentos apresentados na Embaixada dos Estados Unidos para emissão do passaporte diplomático. Na defesa apresentada à Câmara, o deputado afirmou que sua carteira de identidade e seu cadastro de pessoa física com o nome de Silas Duarte Câmara foram emitidos regularmente. Mas nos cadastros do Instituto de Identificação do Amazonas e na Receita Federal não há registros. Mattos afirmou que o passaporte diplomático conseguido por Silas Câmara para ele e sua família tinha como base falsos registros de nascimentos. "São tantas falsificações que a gente entende que eles desprezaram as leis" disse o deputado. Mattos afirmou que a Corregedoria da Câmara está abrindo processo contra o deputado. Desde que surgiram as denúncias, Silas não fala à imprensa. Seu advogado, Geraldo Macena, disse que não emitiria opinião enquanto não for formalizado o processo de investigação contra o deputado. Em Rio Branco, o Ministério Público do Acre entrou com uma ação civil pública contra o deputado federal José Aleksandro (PSL/AC), sua mulher Kelly Pessoa da Silva, seu irmão Alexandre Alves da Silva, o Nin, e Gisélia Nascimento, presidente da Câmara de Vereadores de Rio Branco. Segundo o Ministério Público, o grupo utilizou a estrutura da Fundação de Bem Estar Social do Acre (Fundesa) para dar emprego a "cabos eleitorais" de José Aleksandro na campanha do ano passado. Na época, a Fundesa era presidida por Kelly Pessoa, mas os promotores afirmam que Aleksandro era quem mandava na entidade.

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