Brasília, 30 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara aprovou hoje a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do deputado Augusto Farias (PPB-AL), irmão do empresário Paulo César Farias, por causa das acusações feitas pelo traficante e caminhoneiro Jorge Meres de que o parlamentar teria participação numa quadrilha de tráfico de drogas e armas. Augusto Farias negou que tenha envolvimento com o grupo, que seria integrado ainda pelo ex-deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC), cassado pela Câmara. Ele disse que renuncia, caso seja comprovada a ligação com o esquema do ex-parlamentar.
"Se alguém provar que eu estive no Maranhão, Acre, ou qualquer dos Estados citados por Meres, e que tenho ligação com Hildebrando, não precisarão abrir um processo de cassação do meu mandato porque eu mesmo terei a personalidade de renunciar", disse Augusto Farias.
Augusto Farias afirmou que não conhece o advogado William Marques, apontado por Meres como um dos integrantes da quadrilha, e negou que tenha participado de reuniões em hotéis em São Paulo com Pascoal. "Um bandido que faz uma acusação dessas, ou é maluco ou está cumprindo ordens de alguém", declarou Augusto Farias.

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