CPI do Judiciário volta a investigar amanhã sumiço de herança
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 26 (AE) - A denúncia sobre o desaparecimento da herança do adolescente Luiz Gustavo Nominato, avaliada em US$ 30 milhões, volta amanhã (27) a ser investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário no Senado, com o depoimento de duas testemunhas capazes de incriminar ainda mais o ex-titular da Vara de àrfãos e Sucessões do Distrito Federal, juiz Asdrúbal Zola Vasquez Cruxên.
O juiz é hoje é vice-presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do DF. Prestarão depoimentos o contador do empresário Washington Nominato, que morreu em 1987, Antonio Carlos de Morais, e o advogado Joaquim Tomás Lopes, que desistiu de entrar na causa, depois de o juiz ter ameaçado cassar o pátrio-poder da mãe do adolescente, Miramar Rocha.
Na segunda-feira (31), a comissão vai ouvir os juízes Dóris Castro Neves, Ivan Dias Rodrigues e Amélia Valadão Lopes, que, a mando da presidência do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio, investigaram as denúncias contra o ex-presidente do órgão José Maria de Mello Porto. De acordo com os juízes, no período de Porto, houve, naquele tribunal, "falta de lealdade com a instituição, incompetência, desrespeito à hierarquia e aos princípios da moralidade".
A CPI também decidiu convocar para depor os donos das empresas encarregadas da construção do Fórum trabalhista de São Paulo, Fábio Monteiro Barros e José Eduardo Ferraz. O presidente da comissão, Ramez Tebet (PMDB-MS), explicou que a data será marcada quando os senadores tiverem acesso a outros documentos relacionados o desvio de R$ 263,9 milhões destinados àquela obra. Tebet informou que a CPI fará uma pausa na próxima semana, a partir de terça-feira (01), para analisar centenas de documentos e a relação de contas bancárias e números de telefones dos que tiveram o sigilo quebrado. O senador informou que, em junho, vão entrar na pauta de trabalho as denúncias sobre irregularidades ocorridas nos Judiciários do Acre, Maranhão, Rondônia e Roraima.


