Brasília, 03 (AE) - A CPI do Judiciário ouviu hoje os depoimentos de Beatriz Rondon, que teria sido prejudicada por decisões irregulares de desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso na tentativa de reaver parte do patrimônio deixado por seu pai, e de seu advogado Alexandre Slhessanenko. O caso foi denunciado pelo juiz Leopoldino Marques do Amaral, assassinado no início de setembro.
De acordo com o relato que fizeram, o pai de Beatriz, ex-desembargador Péricles Rondon, se apossou da herança que havia sido deixada pela mãe dela. Mais tarde, ele se casou com a mãe do desembargador Ernani Vieira de Souza, e ao morrer deixou tudo o que possuía para o enteado. De acordo com o advogado, os procedimentos adotados por Beatriz para recuperar a herança que lhe cabia foram rejeitados procedimentos irregulares adotados por desembargadores daquele tribunal.
Amanhã (04), o relator da CPI, senador Paulo Souto (PFL-BA), apresentará mais um relatório, sobre a indenização milionária, de cerca de R$81 bilhões, que está sendo cobrada do Banco da Amazônia (Basa). No seu parecer, Souto vai apontar fraudes cometidas na ação por peritos contábeis, por beneficiários da Sociedade Anônima Brasileira da Indústria da Madeira (Sabim), que cobra a indenização, e por dirigentes do bancos, que não atuaram contra as inúmeras falhas existentes no processo.

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