CPI do Judiciário examina extratos bancário de juiz de Jundiaí
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Por Rosa Costa 
Brasília, 26 (AE) - A CPI do Judiciário recebeu hoje os primeiros extratos bancários do juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, ex-titular da Vara de Infância e Adolescência de Jundiaí, acusado de comandar um esquema de tráfico de menores. A CPI decidiu pedir a quebra de seu sigilo bancário depois de ouvir duas mães que perderam a custódia dos filhos para ele, e o advogado Marco Antônio Colagrossi, que tenta recuperar as crianças adotadas por famílias estrangeiras.
A comissão recebeu informações do Banco de Crédito Nacional (BCN) e do Bradesco, onde o juiz mantinha três contas numa única agência de Jundiaí. Em uma das contas aberta no Bradesco, em 1991, constam depósitos regulares de valores acima de R$ 5 mil, sacados no dia seguinte a título de pagamento de financiamento imobiliário". Em 1995, foram depositados, de janeiro a maio, R$ 37 mil na conta do juiz. O depósito de maior valor, de R$13 mil, ocorreu no dia 30 de janeiro. Em 1994, os depósitos somam R$ 19 mil de setembro a dezembro. A movimentação bancária anterior, em cruzeiros, não foi ainda examinada. O Bradesco informou à CPI que as duas contas abertas em 1996 não foram movimentadas.
Os senadores disse que os extratos não indicam nenhuma irregularidade. "Antes temos que checar de onde vêm esses depósitos", declararam. O juiz Luiz Beethoven disse que ele próprio tirava o dinheiro de sua conta no Banespa para pagar as parcelas do financiamento de dois imóveis no Bradesco. Ele disse que está tudo declarado na sua declaração do Imposto de Renda. "Tem um depósito bem maior do que esses porque quitei os apartamentos antes do prazo e o Bradesco me deu um desconto". Beethoven Giffoni reiterou que aguarda a sua convocação pela CPI "com ansiedade".


