Rio Branco, AC, 30 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga um rombo de R$140 milhões no Banco do Estado do Acre (Banacre) pediu ontem a quebra do sigilo bancário do vice-presidente do Tribunal de Justiça, Jersey Pacheco Nunes, porque, segundo o presidente da CPI, Edvaldo Magalhães (PC do B) "ele mentiu na comissão".
Será pedida também a indisponibilidade dos bens do desembargador, que supostamente teria se beneficiado de um esquema no Banacre ao sair de devedor a credor de uma indenização de cerca de R$2 milhões. O desembargador, por sua vez, voltou a afirmar que não teme as ameaças da CPI. "Não tenho nada a temer ou a esconder". Pacheco depôs na comissão há dez dias. O Banco Central enviou esta semana à CPI o relatório que estuda os prejuízos do Banacre acumulados ao longo dos últimos oito anos.
Segundo o BC, nove tipos de operações irregulares, como empréstimos a clientes emitentes de cheques sem fundo e manutenção de títulos de renda fixa desvalorizados sem provisão de fundos, levaram o banco à falência. A CPI quer a quebra de sigilo bancário e indisponibildade dos bens de todos as pessoas que ocuparam cargos de direção no Banacre nos últimos nove anos.
Os deputados querem ouvir também o ex-governador Orleir Cameli e o ex-secretário de Fazenda, Raimundo Nonato de Queiroz.

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