Brasília, 25 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Financeiro decidiu em sua sessão reservada de hoje determinar a quebra do sigilo bancário de todas as contas CC5 (contas de não-residentes no Brasil abertas em bancos no País) a partir de maio de 1996.
Foi autorizada ainda a convocação do procurador da República Celso Três, da cidade de Cascavel (PR), que investiga um esquema de remessa de dinheiro para o exterior por contas CC5 que teria mobilizado 310 "laranjas" e remetido US$ 5 bilhões entre 1997 e 1998.
A CPI decidiu ainda pedir à Polícia Federal uma acareação entre o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Cláudio Mauch, sua subordinada Teresa Grossi, e o presidente do Banco Fonte-Cindam, Luís Antônio Gonçalves.
Foi decidida ainda a solicitação à Receita Federal de uma investigação especial de Cláudio Monteiro da Costa, dos fundos Positrano e Indosuez e foi providenciada a remessa do sigilo bancário à Receita dos principais personagens investigados pela CPI. Foram solicitadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informações sobre Domingos Rabelo Ferreira Neto.

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