Brasília, 26 (AE) - Em reunião encerrada há pouco, a CPI dos Bancos decidiu quebrar o sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes e de seus sócios na empresa de consultoria Macrométrica Sérgio Luiz Bragança e Luiz Augusto Bragança. A comissão chegou a discutir, também, a quebra do sigilo postal de Lopes, mas preferiu aguardar a decisão da Justiça Federal, que já tem um pedido sobre esse assunto, encaminhado pelo Ministério Público. O vice-presidente da CPI, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF), esclareceu que o sigilo postal tem tratamento diferenciado na Constituição. Ele disse, também, que a comissão não considera mais o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes como testemunha, mas sim como indiciado, já que ele se recusou a depor. Arruda acha que isso poderá acabar abreviando os trabalhos da CPI, porque quem cuidará agora do caso dos bancos Marka e Fonte Cindam será o Ministério Público.

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