São Paulo, 06 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Assembléia Legislativa de São Paulo deverá ser instalada antes do recesso parlamentar - previsto para o dia 15 de dezembro -, mas só começará a ouvir depoimentos e a fazer diligências a partir de fevereiro do ano 2000. Esta é a disposição do presidente do Legislativo, deputado Vanderlei Macris (PSDB), que pretende definir amanhã (07), em reunião do colégio de líderes, com quem ficam os cargos de presidente e relatores da comissão - a CPI deverá ser dividida em 3 sub-relatorias, de acordo com as regiões do Estado.
"Queremos instalar a CPI o mais rápido possível", garantiu Macris, que confia em um "esforço conjunto" dos três Poderes para chegar aos chefões do narcotráfico no Estado. "Já estamos fazendo contato com o Ministério Público, com o Tribunal de Justiça e com o Executivo. Vamos unir as forças e fazer um levantamento prévio para obter as informações sobre o narcotráfico no Estado." O presidente disse, entretanto, que este levantamento demora, no mínimo, 30 dias para ser concluído.
Apesar da disposição de Macris de instalar a CPI ainda neste ano, as articulações para definir presidente e relatores da comissão podem acabar atrasando o início dos trabalhos da comissão, assim como ocorreu na disputa pela autoria do projeto - haviam pelo menos três solicitações diferentes de CPI no âmbito do crime organizado, cada uma proposta por um partido.
A CPI estadual do Narcotráfico foi proposta em conjunto por todos os partidos da Assembléia e aprovada em sessão extraordinária na sexta-feira.

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