São Paulo, 13 (AE) - A Assembléia Legislativa de São Paulo instala amanhã (14) a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o narcotráfico no Estado. Antecipando-se aos trabalhos da comissão, o presidente da Casa, deputado Vanderlei Macris (PSDB), esteve hoje na Secretaria da Segurança Pública para pedir o apoio do Executivo na comissão estadual que pretende seguir o rastro deixado pela investigações da CPI de Brasília.
"A luta contra o narcotráfico é tarefa de todos os entes públicos e as CPI são um instrumento diversificado para investigar", argumentou o secretário da segurança, Marco Vinício Petreluzzi, garantindo que colocará à disposição da CPI estadual todo material necessário para complementar as investigações. "Vamos poder abrir todos os arquivos que a secretaria dispõe, a não ser aqueles casos que estão na Corregedoria e necessitam de segredo de Justiça. Nosso papel jamais poderá ser de impor nem constranger", avaliou o secretário.
Além do Executivo, Macris afirmou que já entrou em contato com o Tribunal de Justiça, Ministério Público, Ouvidoria de Polícia e com a CPI de Brasília para garantir apoio às investigações da comissão estadual. A CPI do Narcotráfico na Assembléia será dividia em quatro relatorias, cada uma delas atuando em diferentes regiões do Estado. A presidência da comissão deverá ser definida, mas o mais cotado para assumir é o deputado Dimas Ramalho (PPS). A disputa pelos quatro cargos de relator é acirrada e até ontem não estava definida.
Macris disse que na primeira reunião da CPI, amanhã (14), será elaborado um documento de diretrizes básicas para as investigações. Os deputados farão um programa mínimo de trabalho para os 30 dias de recesso parlamentar, a fim de nortear os depoimentos que devem começar apenas em fevereiro. "Além de chegar aos culpados, queremos colaborar no sentido da prevenção", disse Macris.

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