São Paulo, 10 (AE) - A CPI do Narcotráfico da Assembléia Legislativa de São Paulo começa os trabalhos na próxima terça-feira, um dia antes do recesso parlamentar, sob intensa disputa política travada pelos partidos. Na primeira reunião, os deputados devem definir quem serão os relatores e o presidente da comissão. Segundo o presidente da Casa, Vanderlei Macris (PSDB), os depoimentos e as diligências só ocorreão em fevereiro
mas a coleta de provas deve começar durante o recesso.
O presidente do Legislativo paulista disse ainda que um acordo de líderes definiu que as relatorias serão divididas somente entre os partidos que apresentaram requerimentos de CPI no âmbito da segurança: PT, PSDB, PMDB e PTB.
A grande disputa está em torno da presidência da comissão. O PT quer ocupar o cargo. O partido foi o primeiro a fazer requerimento solicitando a abertura de uma comissão para investigar as ações do crime organizado no Estado de São Paulo.
Além disso, alguns petistas avaliam que as investigações podem chegar ao governo estadual e isso poderia ser utilizado nas eleições municipais do próximo ano.
O líder do governo na Assembléia, Walter Feldman (PSDB), teme que alguns deputados, principalmente da oposição, tentem se promover politicamente com a comissão. "A CPI não ser palco para campanha eleitoral."
Esta semana, os deputados governistas começaram a traçar uma estratégia para evitar que a CPI fique nas mãos da oposição. A intenção é indicar o deputado Dimas Ramalho (PPS) para presidir a comissão. Em troca, os deputados cedem a presidênca de uma outra CPI, a do pedágio, para o PT.

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