Curitiba- A CPI da Terra, instalada na Assembléia Legislativa, marcou para a manhã da próxima terça-feira os depoimentos de Darci Frigo, advogado da Comissão Pastoral da Terra (CPT); José Guilherme Lobo Cavagnari, consultor para Assuntos Fundiários da Federação da Agricultura do Paraná (Faep) e Rasca Rodrigues, presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A CPI fez sua primeira reunião interna ontem, e além desses três depoimentos marcou outros 27, para os próximos 120 dias de trabalho. ''Montamos nosso programa de trabalho. Teremos reuniões toda terça-feira pela manhã, e se necessário nas quintas também'', disse o presidente, Élio Rusch (PFL). A CPI foi proposta por Plauto Miró Guimarães (PFL), para fazer um raio-x da questão fundiária no Estado e da situação dos assentamentos.
Mas os trabalhos da comissão já começaram com um problema. O deputado Padre Paulo Campos (PT) deixou a reunião reclamando dos rumos da CPI. Padre Paulo não quer que a CPI concentre as investigações nos sem-terra, mas também investigue a grilagem de terras e expulsão de índios de seus territórios. Dos 15 integrantes da comissão, apenas oito compareceram à primeira reunião.
Para o presidente Élio Rusch, o grande número de ausências aconteceu por causa do atraso no início da reunião, que começou quase meia hora depois do previsto. ''É que a reunião seria às 9 horas mas começou lá por 9h20.'' A CPI vai analisar informações encaminhadas à Assembléia pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), sobre a situação dos assentamentos. A Casa, porém, ainda não tornou públicas as informações fornecidas pelo Incra, a pedido do presidente, Hermas Brandão (PSDB).

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