São Paulo - A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga casos de pedofilia determinou ontem ao Google a abertura do sigilo digital sobre cerca de 1,2 mil conjuntos de dados e também fotografias publicadas no site de vídeos YouTube e na rede social Orkut. As informações são da Agência Brasil.
O presidente da CPI, Magno Malta (PR-ES), afirmou que há um termo de conduta ajustado com o Google há dois anos para a criação de ferramentas de bloqueio a páginas que contenham material pornográfico com crianças e adolescentes. No entanto, ainda assim foram encontrados conteúdos desse tipo em mais de 1,2 mil vídeos no YouTube, de propriedade da empresa.
O Google terá cinco dias, a contar do recebimento da comunicação, para repassar todos os dados. O objetivo é identificar o IP - número de identificação - do computador de onde partiu a postagem dos vídeos e fotografias contendo abusos sexuais a crianças e adolescentes.
Magno Malta explicou que, de posse desses números, será possível requerer a quebra de sigilo telefônico ao qual o computador está conectado e saber quem são os autores das postagens.
Quando foi acertado com representantes do Google o termo de conduta, a empresa requereu prazo de um ano para criar as ferramentas necessárias, com o objetivo de coibir o acesso a materiais de pornografia infantil.
Insuficiente
Um ano e dois meses depois, ainda foram encontrados esses vídeos. ''Pode ser que essas ferramentas não sejam suficientes'', ressaltou o senador. Por isso, na próxima terça-feira, a CPI deve convidar representantes da empresa para explicar as ferramentas de proteção em funcionamento e os motivos pelos quais ainda estão ativos materiais pornográficos em sites como o YouTube.
Venda
Um bebê foi encontrado ontem em Porto Alegre (RS) após ter sido supostamente vendido pela mãe a um casal. De acordo com a Polícia Civil, a criança foi levada de um hospital no município de Gravataí no último domingo, dois dias após o nascimento. A polícia ainda investiga o envolvimento de outras pessoas no caso e não descarta a existência de uma rede de tráfico de bebês na região.
Em depoimento à polícia, o casal - que não teve a identidade revelada - negou ter pago pela recém-nascida, mas admitiu ter acompanhado a gravidez da mãe da criança e disse que tinha a intenção de adotar o bebê. ''Como eles não podem ter filhos, queriam adotar o bebê. Eles disseram que não sabiam que isso era um crime (receber uma criança sem um processo de adoção)'', disse o delegado Anderson Spier. Uma estudante de Direito que teria apresentado o casal à mãe também foi ouvida e disse que só quis ajudar as duas famílias.

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