Fortaleza, 20 (AE) - Uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Ceará investiga a aplicação dos recursos do Fundo do Desenvolvimento do Ensino Fundamental e da Valorização do Magistério (Fundef) em 61 das 186 prefeituras do Estado.
A CPI incluiu outras oito prefeituras na investigação - Amontada, Barreira, Itatira, Madalena, Milhã Pacajus, Paracuru e Santa Quitéria.
Outras seis, segundo o relator Artur Bruno (PT), deverão ser incluidas ainda amanhã (21). "Estamos reunindo provas para as incluir entre as prefeituras que fizeram mau uso dos dinheiros públicos."
O deputado Chico Lopes (PCdoB) informou que uma professora que denunciou irregularidades na prefeitura de Cedro vem recebendo ameaças de morte pelo telefone. Ele denunciou que o prefeito de Tianguá teria alugado um imóvel de propriedade dele para instalação de um centro de treinamento, por R$ 1,9 mil
e o pagamento de R$ 1 mil para uma rádio local.
Quase todas as denúncias que estão chegando ao conhecimento da CPI apontam a União Cearense das Associações de Ensino Superior (Unice), que estaria cobrando uma mensalidade de 300 reais por professor matriculado nos cursos de habilitação que ministra.
O vice- presidente do Conselho Estadual de Educação, professor Edgar Linhares, disse, em depoimento à CPI, que "nenhum município precisaria contratar empresa ou entidade educacional para capacitar seus professores".
Ele disse que não conhecia a formulação técnica dos cursos aplicados pela Unice. Em Pacajus, o prefeito José Wilson teria pago bandas de músicas e comprado fogos de artificio com dinheiro do Fundef.

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