CPI dá 15 dias para Portela, Vila Isabel e Cabuçu prestarem contas de verbas
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Roberta Jansen 
Rio, 11 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Carnaval, que investiga como as escolas de samba do Rio aplicaram o dinheiro repassado pela Prefeitura para o desfile, deu duas semanas para a Portela, a Unidos de Vila Isabel e a Unidos do Cabuçu apresentarem um balancete de gastos. Os presidentes dessas escolas foram ouvidos ontem (10) e, de acordo com denúncias recebidas, não teriam usado toda a verba que receberam na apresentação.
"Tudo indica que há uma estrutura paralela ilegal no carnaval do Rio", afirmou hoje o presidente da CPI, o vereador Pedro Porfírio (PDT). Segundo Porfírio, o presidente da Unidos de Vila Isabel, Olício Alves dos Santos, admitiu não ter usado todo o dinheiro recebido no carnaval. A Vila Isabel foi rebaixada para o grupo A. "O Olício disse que precisava de dinheiro para promover atividades sociais e esportivas na quadra da escola", contou Porfírio. "Juridicamente, não está claro se ele poderia fazer ou não isso, mas como se trata de dinheiro público temos que investigar."
Portela - O vereador disse que as denúncias recebidas pela CPI afirmavam que a Portela também não havia aplicado todo o dinheiro recebido no carnaval. O presidente da escola, Carlinhos Maracanã, desmentiu a acusação. A Unidos do Cabuçu, escola do grupo A que, no último carnaval, foi rebaixada para o grupo B, também está na mira da CPI. A presidente da escola, Elizabeth Rodrigues, contou aos vereadores que teria havido desvio de dinheiro por parte da diretoria.
"Estamos fazendo um levantamento de tudo, à medida que formos avançando nas investigações, as escolas vão ter que explicar em que gastaram o dinheiro.", disse Porfírio. Segundo os cálculos do vereador, para as escolas do Grupo Especial foram repassados cerca de R$ 30 milhões entre a verba da Prefeitura, a bilheteria do Sambódromo e o direito de transmissão do desfile pela TV.


