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Luiz Carlos Leite/Agência Estado

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Blitz criminosaAntônio Carlos (acima), agredido por PMs na Favela Naval (foto de baixo) chora ao depor na CPI do CrimeSÃO PAULO - A CPI do Crime Organizado da Assembléia Legislativa começa a investigar o caso de Diadema. O primeiro depoimento foi o de Antônio Carlos Dias, o último ocupante a entrar no Gol onde o mecânico Mário José Josino foi morto. Ele explicou como eles foram abordados, na esquina da Favela Naval, em Diadema, e disse que os policiais estavam descontrolados. ‘‘Assim que nós saímos, veio o primeiro disparo. A reação foi muito rápida: eu peguei o pescoço do Jefferson (o motorista) e me abaixei. Assim que ele entrou na avenida eu virei pra trás e perguntei se estava tudo em ordem. Mas Jovino tinha sido atingido. Somente quando ele foi caindo para o lado esquerdo é que eu vi que tinha sangue no ombro dele (...)’’, quando Antônio Carlos, emocionado, interrompeu o depoimento. Depois foi ouvido o dono do Gol, Jefferson Sanches Caputi, que foi espancado em cima do carro. O comandante e o subcomandante do batalhão a que pertencem os PMs agressores foram afastados ontem de seus cargos.

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