Curitiba, 29 (AE) - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Narcotráfico na Câmara dos Deputados, que se instalou hoje em Curitiba, chegou à cidade com um grande aparato de segurança. No plenarinho da Assembléia Legislativa, onde serão tomados os depoimentos das testemunhas, somente é permitida a presença dos deputados e de jornalistas credenciados. Policiais federais, militares e civis, além dos seguranças da assembléia, controlavam a entrada numa das portas secundárias do plenarinho. A porta principal foi destinada aos deputados e às testemunhas.
Dois carros da Companhia de Choque da Polícia Militar permaneceram estacionadas durante quase todo o dia em frente do prédio da assembléia. Policiais civis descaracterizados também circulavam pelos corredores do prédio, enquanto, no pátio e em algumas dependências, os seguranças da instituição encarregavam-se de barrar quem não era credenciado, às vezes, provocando pequeno tumulto.
Para acompanhar os deputados da CPI, vieram alguns policiais federais de Brasília, que se uniram ao trabalho dos agentes de Curitiba. O trabalho da segurança foi elogiado pelo deputado federal Roque Zimmerman (PT-PR). "Saí do hotel e, quando vi, já estava cercado pelos agentes federais", disse. "A segurança está ok." Segundo o deputado, 25 agentes federais tinham sido deslocados "para cuidar da gente".
O único incidente de hoje foi a presença de um grupo de sem-terra em frente do Palácio Iguaçu, exatamente no instante em que os deputados da CPI do Narcotráfico visitavam o governador. Eles protestavam contra as recentes desocupações de terras no Estado, carregando um cartaz em que pediam: "Lerner, pare de matar nossas crianças." O protesto foi rápido, apenas com a colocação de bandeiras e flores no pátio da sede do governo e uma oração. Os deputados da CPI, que conversavam com Lerner, não perceberam a movimentação.