CPI aprovou moção de apoio a ação do MPF
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
Por Ribamar Oliveira e Cláudia Carneiro 
Brasília, 20 (AE) - A CPI dos Bancos aprovou, na sessão secreta da última segunda-feira (19), uma moção de apoio à ação do Ministério Público federal.
Depois de ouvir as razões apresentadas pelos procuradores para a apreensão de documentos na residência do ex-presidente Francisco Lopes, no Rio de Janeiro, os integrantes da comissão consideraram a ação legal e apropriada. A moção de apoio será enviada ao procurador geral da República, Geraldo Brindeiro.
Os procuradores informaram que durante as apreensões de documentos nas residências dos donos do Banco Marka e do FonteCindam obtiveram indícios de ligações com o ex-presidente do BC. Com base nessas evidências, os procuradores pediram autorização à juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara da Justiça Federal para a busca e apreensão de documentos na casa de Francisco Lopes.
Diante do relato dos documentos apreendidos na residência do ex-presidente do BC, com destaque para o envelope contendo a declaração de Sérgio Luiz de Bragança de que Francisco Lopes tem sob sua custódia US$ 1,675 milhão, os integrantes da CPI ficaram convencidos de que a ação do Ministério Público foi de grande importância para os trabalhos da Comissão.
O relator da CPI, senador João Alberto (PMDB-MA), admitiu estar "estarrecido" com o relato obtido sobre os documentos apreendidos na casa de Francisco Lopes. Sua atitude será de analisar os documentos com "seriedade", enquanto a CPI aguarda a conclusão de exames grafotécnicos. Segundo João Alberto, os procuradores informaram que, apesar das evidências indicadas nos documentos, eles queriam estar seguros da legitimidade dessas provas.


