CPFL desativa hotéis no interior de São Paulo
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Por Antônio José do Carmo 
Araçatuba, SP, 16 (AE) - A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), privatizada pelo governo de São Paulo, desativou todos os hotéis de lazer que a empresa possuía em seu nome no interior e ainda não tem planos sobre o que fazer com os imóveis. Um deles, a Hotel-Pousada Nova Avanhandava, está em Barbosa, na região de Araçatuba, onde a desativação vem causando prejuízos à população, de 3 mil habitantes, que vive em função do turismo.
A maior beleza natural, o Salto de Avanhandava, desapareceu sob as águas do Rio Tietê quando foi construída a usina hidrelétrica de Buritama. Perto da mais bela cachoeira do Rio Tietê havia uma pequena usina de energia da CPFL. Os engenheiros, que trabalhavam no local, residiam num belo parque, de aproximadamente 50 mil metros quadrados, que escapou da enchente. No fim da década de 80, com a inundação da barragem, o local foi transformado em hotel-pousada, com capacidade para mais de 200 pessoas. Em época de férias, as casas ficavam lotadas. Mas o acesso era limitado. Só nos dois últimos anos o lugar foi aberto ao público. A tranquilidade fez do hotel um local ideal para combater o estresse.
Piscinas, sauna, salão de jogos, anfiteatro para convenções, campos de futebol, quadras de tênis e pistas para caminhadas, cavalgadas ou passeios de bicicletas. Trilhas pavimentadas no meio da mata, possibilidade de incluir no roteiro, pescarias e passeios de barco no Rio Tietê.
Em Barbosa, o vereador David Guedes dos Santos (PMDB) disse que o fechamento do hotel provocou desemprego e diminuiu o movimento de turistas pela cidade. O comerciário Roberto Rodrigues concorda que Barbosa ficou mais triste e com menos dinheiro depois da paralisação da pousada. O empresário Ivair dos Santos disse que muita gente se mudou para Barbosa depois de passar alguns dias hospedada no hotel. Para Santos, o novo grupo que adquiriu a CPFL, formado pelas empresas Votorantim, Camargo Corrêa, Bradesco e Fundo Previ do Banco do Brasil, deveria aproveitar melhor o potencial da pousada ou abrir a exploração para outros grupos. Em São Paulo, a Assessoria de Imprensa da CPFL informou que a empresa decidiu não comentar o assunto.


