CPFL anuncia investimento de R$ 15 mi na região de Ribeirão Preto17/Mar, 16:20 Por Kelly Lima Ribeirão Preto, SP, 17 (AE) - A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) anunciou hoje, em Ribeirão Preto, um pacote de investimento para os 12 municípios que cercam a cidade, no total de R$ 15 milhões, ou R$ 4 milhões a mais que no ano passado. Pelo menos R$ 2,5 milhões serão destinados à construção de uma nova subestação, na zona Norte da cidade, que terá capacidade 40 MVA de potência. Os investimentos em Ribeirão fazem parte de um pacote previsto pela CPFL para ser aplicado este ano em toda sua área de concessão, que abrange 234 municípios. O total a ser aplicado no estado é de R$ 150 milhões, contra R$ 140 milhões no ano passado e cerca de R$ 90 milhões anuais que eram investidos pela CPFL ainda estatizada. Os investimentos, segundo explicou o diretor de distribuição da companhia, Carlos José Barreiro, serão aplicados em nova rede e manutenção. Além dos investimentos anunciados para sua área de concessão a CPFL divulgou em Ribeirão Preto hoje (17) seu programa de regionalização, que receberá investimentos de R$ 90 milhões para centralizar as operações da empresa em três grandes centros, que estarão localizados em Campinas, Ribeirão Preto e Bauru. Segundo o diretor de comercialização da Companhia, Carlos José Barreiro, essas unidades, chamadas centrais de serviço de campo, vão englobar as operações hoje divididas em 120 pequenos centros de operações, gerando economia de custos e aumento na produtividade. "Com essa redução de custos, pretendemos impedir grandes aumentos futuros da conta de energia do consumidor, ou pelo menos fazer com que eles venham a ser menores", comentou. Segundo ele, as unidades regionais terão também uma central de atendimento ao consumidor unificada. "Vamos instalar um call center que vai agilizar as operações de manutenção e reparos", disse. Do total dos R$ 90 milhões que a CPFL pretende aplicar entre este ano e 2001 em seu programa de regionalização, segundo o gerente de distribuição Carlos José Barreiro, pelo menos R$ 60 milhões serão aplicados em tecnologia. A empresa, lembra ele, passa a ter a partir deste mês a média de desligamento (pisca ou apagão) anual mais baixa já registrada no país e dentro de um padrão mundial, de cinco horas e meia por ano. Em 99, essa média na CPFL foi fechada em 7,1 horas/ ano. A média no país é de 18 horas/ano. Segundo Barreiro, os outros R$ 30 milhões serão destinados à qualificação de funcionários, realização de cursos de aperfeiçoamento e treinamento. A expectativa é de reduzir o quadro de funcionários, que hoje é de 4.200 pessoas para 3.700 até o final do ano apenas com aposentadorias e desligamento voluntário, que não vêm tendo reposição desde a desestatização da empresa em 1997. Naquela época, lembra ele, o total de funcionários era de 5.900, e já havia chegado ao patamar de 7.900 em 1995. "Estamos aumentando nossa produtividade e reduzindo custos para atender a demanda que deve crescer este ano em média 4,5%, ao contrário do ano passado, que teve o menor índice de crescimentos dos últimos 30 anos, de 2%, por conta de uma desaceleração no ritmo industrial", explicou. Segundo Carlos José Barreiro, a empresa deve aumentar este ano de menos de 1% para 2% o volume total de energia co-gerada a partir do bagaço de cana-de-açúcar. Atualmente, pelo menos sete usinas, sendo duas com contratos temporários, atendem a CPFL. A maior parceira da companhia em co-geração é a Vale do Rosário, de Morro Agudo, que comercializa atualmente 14 MW e deve dobrar essa quantia em 2001. A Companhia Energética Santa Elisa, que vende 7,5 MW também estuda a possibilidade dobrar essa quantia para o próximo ano, passando a fornecer "um pouco mais" já a partir da safra deste ano. "Estamos em negociação com todas as nossas fornecedoras para ampliar a compra dessa energia, dentro da capacidade produtiva que elas possuem", disse. Para um prazo de três anos, ou até o final de 2002, o objetivo da empresa é elevar para 7% esse total de energia co-gerado a partir da cana. Para isso, lembrou Barreiro, existem três contratos em bloco que estão sendo fechados no estado. O primeiro deles, em estágio mais avançados prevê o fornecimento de energia a partir de 2001 por um grupo de 10 usinas da região de Ribeirão e Piracicaba. Essa energia seria comercializada pela Copersucar. O segundo contrato ainda em fase de discussão deve reunir outras sete usinas da região de Araçatuba. Já o terceiro contrato, ainda em fase de estudos e com poucos detalhes, com previsão para entrar em vigor somente em 2002, deve ser fechado com um pool formado pelas sete usinas instaladas hoje em Santa Adélia. "Temos interesse em comprar essa energia e por isso mesmo estamos estudando como ampliar nossa oferta nessa área, fazendo contratos mais longos para dar a garantia de demanda ao produtor que decidir investir em co-geradores. Mas precisamos que respaldo. Precisamos de que os investidores apareçam", comentou.

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