São Paulo, 27 (AE) - A Comissão Processante (CP) que analisa as denúncias contra a vereadora Maria Helena (PL) na Câmara de São Paulo, tentará derrubar a liminar concedida pela Justiça na sexta-feira (25) e que suspendeu os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa. Amanhã (28), os membros da comissão darão entrada com um pedido de revisão da liminar, na 10.ª Vara da Fazenda Pública.
"Foi a primeira vez que uma comissão processante sofreu uma interferência externa desse tipo", lembrou o presidente da comissão, Paulo Frange (PTB). Segundo ele, a grande preocupação refere-se aos prazos regimentais para a conclusão dos trabalhos.
"Queremos saber se eventuais decisões judiciais que nos obriguem a adiar os trabalhos permita alteração do prazo final"
disse Frange.
O vereador refere-se à liminar concedida a favor da vereadora, que obrigou a alteração de todo o calendário da CP. Os depoimentos marcados para ontem (26) e amanhã tiveram de ser adiados, pois a Justiça entendeu que a vereadora tem o direito de estar presente em todas as sessões. Outra reivindicação da defesa é que Maria Helena seja ouvida após todas as testemunhas. Pelo cronograma da comissão, ela deve ser a primeira a ser ouvida.
Nos bastidores, os vereadores temem que os advogados de Maria Helena usem a Justiça como uma tática para evitar a cassação do mandato da parlamentar. "Não podemos correr o risco de chegar no último dia de prazo e não ter julgado nada", disse José Mentor (PT), que integra a comissão.

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