São Paulo, 18 (AE) - A primeira reunião dos sete integrantes da Comissão Processante (CP) da Câmara de São Paulo aprovada hoje para analisar o pedido de impeachment do prefeito Celso Pitta (PTN) será realizada amanhã (19), às 17 horas, na Sala Tiradentes. Os vereadores devem escolher o presidente e o relator da comissão, que terá 90 dias para apurar as denúncias de corrupção e improbidade administrativa contra Pitta, de acordo com o pedido de impeachment proposto pela seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ao término dos trabalhos, a comissão deve apenas recomendar ou não o impedimento do prefeito, ficando a decisão final para o plenário
onde a cassação exigirá uma maioria de 37 votos.
O vereador Roberto Tripoli (PSDB) manifestou interesse de distribuir pelo menos uma das funções a um vereador do PSDB. Ele e a vereadora Ana Maria Quadros (PSDB) foram sorteados para compor a comissão, juntamente com os vereadores Alan Lopes, José Amorin e Natalício Bezerra, do PTB, Devanir Ribeiro (PT) e Wadih Mutran (PPB).
Enquanto isso, a maior preocupação de Mutran é iniciar logo as investigações para encerrar os trabalhos da comissão o mais rápido possível. Para o pepebista, quanto mais tempo a comissão demorar para divulgar o relatório, maior será o espaço do bloco da oposição para transformar a CP em palanque eleitoral
Seis vereadores da bancada do PMDB votaram pela abertura do processo de impeachment contra Pitta. Dos oito vereadores peemedebistas que registraram presença na sessão de hoje, Miguel Colasuonno foi o único que votou contra. Ivo Morganti e Myryan Athié alegaram doença para não comparecer no Plenário.
Já Lydia Correa, apesar de ter registrado presença para a verificação de quorum, deixou de votar. Ela justificou que o processo foi muito rápido, atrapalhando sua votação. Lydia contou aos jornalistas, porém, que pretendida votar a favor de Celso Pitta.
O líder da bancada do PT na Câmara, José Eduardo Cardozo
comentou que a estratégia da base governista começou a dar errado quando vereadores da situação registraram presença. Até então, explicou Cardoso, os pepebistas Wadih Mutran e Brasil Vita e Miguel Colasuonno (PMDB) observavam a movimentação dos vereadores no Plenário, quando perceberam que a oposição tinha garantido a maioria. "Por isso eles decidiram votar, para tentar barrar a abertura do processo", afirmou o petista.

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