Cozinheiro chorou e contou seu drama às vítimas
O sequestro teve início por volta das 9 horas de anteontem, depois de uma tentativa de assalto frustrada pela intervenção da Brigada. O nome do motorista, que foi obrigado pelo sequestrador a dirigir o lotação com os pneus furados pelas balas da polícia quando tentava fugir da perseguição, é Cláudio da Silva Costa, 40 anos.
Além do motorista, foram libertados com a rendição do sequestrador os reféns Luís Carlos Guimarães, 48 anos, gerente da Caixa Econômica Federal; Marina Pessin, 52 anos, jornalista; Maria Clara Pinheiro, 38 anos, contadora, e Elise Ronchetti, 40 anos, professora. Antes, tinham sido libertadas as reféns Maria Dewes, 52 anos, Ana Luíza Delfino Pires, 65 anos, e Nely Pessin, 70 anos.
Casado, pai de dois filhos, morador do Jardim Algarve, em Alvorada (município da região metropolitana), João Sérgio teria um histórico de problemas mentais, segundo as informações da polícia, mas não apresentava perfil violento como o bandido Sandro do Nascimento, que sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro no ano 2000.
O cozinheiro gaúcho tomou a lotação Santana, prefixo 350, que se dirigia ao centro de Porto Alegre, pouco antes das 9 horas de sexta-feira com o objetivo premeditado de usar os passageiros como reféns. Ele dizia portar uma bomba, mas na verdade o artefato que carregava, enrolado em fitas adesivas, era feito de madeira.
Durante o sequestro, segundo os reféns, João Sérgio chegou a colocar o revólver em sua própria boca e chorou bastante falando de seus dramas pessoais. O cozinheiro será processado por extorsão mediante sequestro.





