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Covid-19: idosos e funcionários de asilos serão testados

Decisão é tomada após confirmação de morte de homem de 94 anos por Covid-19

Walkiria Vieira - Grupo Folha
Walkiria Vieira - Grupo Folha

Idosos e funcionários de asilos serão testados para o novo coronavírus depois que um homem de 94 anos, que morava em uma dessas instituições, morreu após ser diagnosticado com o novo coronavírus. A informação foi repassada pelo prefeito Marcelo Belinati durante coletiva on-line realizada na tarde desta sexta (22). Ele anunciou um plano emergencial para atender todas as instituições de longa permanência.


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. | Emerson Dias/N.Com
 


O idoso de 94 anos começou a ter sintomas respiratórios na segunda (18) e foi internado no HU (Hospital Universitário) na quarta (20). Ele morreu na madrugada de quinta (21) e o resultado do exame, que ficou pronto no dia seguinte, confirmou a doença. O paciente era cadeirante e tinha sequelas de AVC (acidente vascular cerebral).




"Temos tomado todas as medidas para evitar o avanço, mas a morte desse idoso nos preocupa e agora a Prefeitura vai fornecer os EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) como aventais impermeáveis necessários e a Vigilância Sanitária irá intensificar o uso", explicou Belinati. Ele também explicou que os banhos poderão ser intercalados entre chuveiro e leito. 


Em Londrina, 580 idosos são abrigados nas três entidades conveniadas com a prefeitura - Asilo São Vicente de Paulo, Lar dos Vovôs e Vovós e o Lar Maria Tereza Vieira. As entidades contam com 410 funcionários. Existem ainda 18 casas de repouso particulares no município. 

 

Também participaram da entrevista coletiva feita o secretário de Saúde Felippe Machado e a secretária do Idoso, Andrea Bastos Ramondini Danelon. Na unidade onde houve o caso de contaminação, são abrigados 75 pacientes e 52 cuidadores. De acordo com Machado, todos já foram submetidos a testes  e 51 funcionários testaram negativo.

 

Danelon reforçou que desde o decreto 548 publicado em 13 de maio no Jornal Oficial do Município na última em 13 de maio, ficaram estabelecidas novas regras na rotina de instituições públicas e privadas que abrigam idosos em Londrina. A determinação visa impedir a propagação do novo coronavírus entre o público da terceira idade, que faz parte do grupo de risco da doença. 


Desde então,  as casas de repouso ficaram obrigadas a manter o distanciamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e outras entidades sanitárias. As visitas passaram a ser permitidas somente em situações consideradas excepcionais, como atendimento médico, exames de urgência e emergência, aplicação de vacinas e casos atípicos que necessitem de análise da direção do abrigo. 


"Criamos uma normativa oficial para as organizações que cuidam dos idosos na cidade. Precisamos considerar que essas pessoas, se infectadas, têm uma chance muito grande de morrer. A taxa de letalidade é altíssima, podendo chegar a 15%. Elas são frágeis fisicamente e carregam outros fatores que podem complicar ainda mais a saúde", disse a secretária do Idoso, Andrea Bastos Ramondini Danelon. 


Segundo o decreto, o contato com os familiares será por telefone ou chamada de vídeo pela internet. "É uma forma de cuidar da saúde mental, até porque eles estão abrigados há mais de 50 dias. Precisa ter essa alternativa. Outra novidade é que quem foi internado a partir da última quarta-feira (13) deverá ficar isolado por duas semanas", afirmou. 


Andrea Danelon explicou que, se a ordem municipal for descumprida, tanto o Conselho Municipal do Idoso quanto a própria secretaria serão os órgãos responsáveis pela fiscalização. Uma médica da Secretaria Municipal de Saúde foi cedida especificamente para orientar as instituições sobre os protocolos de prevenção à Covid-19.


ACADEMIAS E CLUBES FECHADOS


Ainda na coletiva realizada nesta sexta, Belinati explicou que o retorno das atividades das academias é uma decisão que cabe ao Estado, mas considera legítima a busca pela reabertura encabeçada pelo vereador Fernando Madureira. "Estamos vivendo um momento epidemiológico complicado, tivemos o surto que atingiu funcionários da Santa Casa, intensificamos os testes e o número de casos vai subir. E como grande parte das pessoas são assintomáticas, é preciso reforçar o uso da máscara e do álcool em gel, pois temos que estar vigilantes com a perda de profissionais de saúde e o número de leitos do município", alertou. 




Os clubes recreativos também entraram no centro das discussões e Belinati esclareceu que o entendimento do Coesp (Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública), é pela não abertura. "Não é o momento de ampliar essa autorização pelo retorno dessas atividades nesse momento", disse. 

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