São Paulo, 30 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), voltou a defender hoje o presidente Fernando Henrique Cardoso das denúncias sobre o suposto envolvimento dele no leilão de privatização da Telebrás. "Quem privatiza alguma coisa dentro de seu governo quer que ela seja vendida pelo melhor preço possível e vá para uma empresa que seja capaz de cumprir sua tarefa", justificou Covas. Segundo o governador, a seriedade de FHC é "indiscutível".
Covas também saiu em defesa do ex-ministro das Comunicações e vice-presidente nacional do PSDB para Assuntos de Política Econômica, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que deixou o governo em razão das gravações telefônicas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governador, que teve importante papel na indicação do nome de Barros para uma das vice-presidências do PSDB, justificou a escolha. "Se dependesse só de mim para decidir isso, eu teria mantido minha decisão da mesma maneira", disse. "Eu acho que ele apresenta uma visão do problema econômico que merece representação dentro do partido." O tucano reafirmou a importância das investigações da autoria da escuta telefônica no BNDES. "O importante é descobrir quem está por trás disso", afirmou. Na opinião dele, "deve ter sido gente muito especializada".
Covas lamentou os desentendimentos entre os ministros da Previdência Social, Waldeck Ornélas (PFL), e da Saúde, José Serra (PSDB), em razão do fim da isenção de contribuições previdenciárias de entidades filantrópicas. "Essa troca de acusações é muito ruim", avaliou. O governador, entretanto, não considera que o episódio possa precipitar uma reforma ministerial.

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