São Paulo, 9(AE) - O governador Mário Covas voltou a criticar hoje a concessão de incentivos fiscais para que a montadora Ford se instale na Bahia. Segundo Covas, essa forma de incentivo não é justa como o mecanismo de isenção de Imposto de Renda ocorrido com a Sudene e a Sudan. "Dar incentivo no imposto que constitui o preço do produto é uma aberração, é uma coisa impensável, que arrebenta a concorrência" disse Covas.
O governador ressaltou que ao produzir num estado a custo mais barato do que em outros estados se estatelece uma concorrência predatória e prejudicial ao País como um todo. O governador Covas admitiu que o presidente Fernando Henrique Cardoso deve estar sofrendo pressão da bancada parlamentar baiana para aprovar os incentivos fiscais que beneficiarão a Ford mas evitou entrar na polêmica. "Está bem, o presidente vai ter que tomar uma decisão, que eu reputo, complexa. Eu não falo por ele" disse Covas.
Covas participará da reunião de governadores no dia 15, em Aracajú (SE). Ele disse, no entanto, que a pauta do encontro ainda não foi definida. "Acho melhor não falar de guerra, e sim de paz, tentar encontrar caminhos de convivência. Afinal cada governador tem compreensão de suas responsabilidades", disse Covas referindo-se ao tema guerra fiscal como um dos pontos principais a serem debatidos no encontro de governadores.
Hoje o governador Covas recebe nos Palácio dos Bandeirantes o ministro da Saúde José Serra. Segundo Covas, os dois vão tratar de temas ligados apenas a saúde e não de articulação política federal. O ministro Serra está sendo apontado como um dos articuladores políticos do presidente Fernando Henrique Cardoso e um dos seus objetivos seria o de manter o PMDB na base de sustentação do governo federal.

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