Covas volta a criticar governadores de oposição
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 1999
Por Rosa Costa 
Rosana, SP, 23 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), voltou a criticar hoje, durante a inauguração da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, no Distrito de Porto Primavera, em Rosana, no interior do Estado, os governadores de oposição que exigem garantias de compensações para comparecer à reunião de sexta-feira (26) com o presidente Fernando Henrique Cardoso. A opinião dele é de que essa expectativa poderia levar igualmente o governo federal a esperar algo dos Estados. "Por que alguém tem de ter a obrigação de agradar aos outros?", perguntou, lembrando que o encontro foi pedido pelos próprios governadores, no início do ano.
Covas disse também que a relação institucional entre Fernando Henrique e os governadores não admite nenhum tipo de classificação, muito menos a que se baseia na oposição ou no apoio ao governo. "Não existe governador de oposição ou do governo", frisou. "O que deve ser visto é a relação institucional que existe entre as duas partes."
Ele disse que a situação, tal como é colocada hoje, o impede de defender a posição dos sete governadores, que se dizem de oposição. "Até porque eu não me entendo assim", frisou.
Covas rebateu a afirmação dos governadores que se dizem prejudicados pela negociação dos Estados com a União. Segundo ele, o acordo "foi um negócio altamente vantajoso para os Estados", ao contrário do que afirmam alguns dos colegas. Ele criticou a tentativa dos defendem uma renegociação conjunta dos acordos, lembrando que se tratam de contratos independentes e de "uma boa negociação para os Estados".
No caso de São Paulo, informou que, se não fosse esse acordo com a União, o Estado estaria devendo hoje, só com relação ao Banespa, "três a quatro vezes mais" do que é obrigado a pagar atualmente.
O governador de São Paulo disse que, na reunião com o presidente, vai apresentar "alguns problemas e uma série de sugestões". Ele reiterou que não é contra a Lei Kandir - que isenta do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) os produtos exportados - mas, sim, contra "as equações" que não devolvem aos Estados a receita que eles deixam de arrecadar.


