Covas tenta minimizar reação de FHC
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segunda-feira, 31 de maio de 1999
Por Jô Pasquatto 
São Paulo, 1 (AE) - O governador Mário Covas, tentou hoje minimizar a reação do presidente Fernando Henrique Cardoso em relação ao conflito entre os ministros José Serra (Saúde) e Waldeck Ornlas (Previdência). FHC afirmou ontem que se os dois não fossem "ótimos ministros" seriam demitidos. "Acho que o presidente quis dizer que as divergências de ponto de vista das duas partes podem ser resolvidas internamente, mas creio que essa questão não tenha ultrapassado os limites da conveniência"
disse Covas.
O governador voltou a afirmar que o desentendimento não abalou a relação entre o PSDB e o PFL, mesmo depois que o senador Antonio Carlos Magalhães saiu em defesa de Ornélas. "Pelo contrário, vi o presidente do Senado sentado ao lado do Serra", disse Covas referindo-se a presença dos dois políticos na homenagem ao cardiologísta Adib Jatene, realizada hoje pela manhã no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Na avaliação de Covas, a solução para a divergência ocorrida entre os ministros das áreas da saúde a da previdência é fazer com que o governo federal encontre um meio termo. "O governo deveria pesquisar quais são as instituições que se dizem filantrópicas e não o são e delas tirar a isenção previdenciária", disse Covas. Sobre o encontro com lideranças do PT, ocorrido no final da tarde de ontem (31) Covas reafirmou que não há intenção do PT participar do governo ocupando cargos. Ele recebeu sugestões de programas, como criação de frente de trabalho, renda mínima, primeiro emprego, que podem ser adotadas. Sobre o jantar, também na noite de ontem, com 13 deputados da bancada federal paulista, 2 senadores e os ministros José Serra e Paulo Renato Souza, Covas afirmou que as discussões foram sobre o atual cenário político, mas não especificou nenhum ponto.


