Covas rejeita acusações de vantagem a construtora
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segunda-feira, 05 de julho de 1999
Por Márcia Furlan 
São Paulo, 06 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), rebateu hoje as acusações de que o governo estadual estaria beneficiando a construtora Construtécnica, que fez doações à campanha eleitoral dele, conforme publicou o jornal "Folha de S. Paulo", na edição de domingo (04).
Segundo o jornal, a empreiteira estaria monopolizando as obras realizadas pela Secretaria de Cultura. O governador afirmou que a participação da Spenco, pertencente à Construtécnica e que realizou a construção do Complexo Cultural Júlio Prestes, a ser inaugurado na sexta-feira (09), não foi irregular.
Ele mostrou pareceres de juristas consultados, entre os quais o professor de direito Floriano de Azevedo Marques Neto, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, que declararam ser possível a participação na obra de empresas que não fizeram parte da concorrência, mas possuem capacitação técnica.
Segundo o governador, sete empresas reunidas em quatro consórcios participaram da licitação para a realização das obras. O consórcio Triunfo/Acciona foi o vencedor e contratou, em seguida, a Spenco para trabalhos de restauro.
Covas constestou também afirmações a respeito de outras obras citadas pelo jornal. Ele ressaltou que, na maioria delas, obteve, após renegociações, descontos de até 25% nos preços calculados preliminarmente.


