São Paulo, 12 (AE) - Terminou há pouco a reunião entre o governador Mário Covas (PSDB-SP) e o governador Olívio Dutra (PT-RS), no Palácio dos Bandeirantes. Do encontro, que durou pouco mais de uma hora, participaram os secretários da Fazenda dos dois Estados, Yoshiaki Nakano (São Paulo) e Arno Augustin. Segundo o vice-governador paulista Geraldo Alckmin, que atendeu a imprensa após o encontro, o governador Covas reiterou a necessidade do pagamento da dívida dos Estados com a União. "Covas disse que o acordo foi justo e que não houve nenhum prejuízo para os Estados. E que se não tivesse sido feito, as dívidas seriam maiores hoje", disse Alckmin.
De acordo com o vice-governador paulista, o tema do encontro tratou da questão da dívida dos Estados e do quadro da política atual. Não teria havido nenhum pedido específico de Olívio Dutra para que Covas atuasse como interlocutor entre os governadores de oposição e o governo federal. A radicalização do governador Itamar Franco, que ontem convocou a PM mineira para uma reunião, também não foi tratada durante o encontro, afirmou Alckmin.
"É evidente que essa situação não colabora para o entendimento entendimento, daí a necessidade da distensão. Acho que por isso é importante o encontro entre o governador Covas e o governador Olívio Dutra, para ajudar a superar dificuldades política e econômica", disse Alckmin.
Na opinião do vice-governador falta encontrar um "caminho político" não um interlocutor, para resolver o confronto entre governadores de oposição e governo federal. Quanto à questão da redução de ICMS para o setor automobilístico
Alckmin afirmou que o governo paulista pretende manter a redução da alíquota de 12% para 9% desde que o governo federal e a cadeia produtiva também participem. Quanto à adesão dos outros Estados, Alckmin disse não saber se a implantação do acordo exige a aprovação do Confaz. "Nesse caso teria que haver unanimidade. Do contrário, São Paulo participa do acordo", disse Alckmin.

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