São Paulo, 01 (AE) - O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), rechaçou as críticas do presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães, sobre a decisão de impugnar por decreto créditos fiscais concedidos sem base legal por outros Estados. "Pensei que o presidente do Senado lesse a lei; fiz apenas o que diz o Artigo 8 da Lei Complementar 24, de janeiro de 75", disse Covas, explicando que apenas repetiu o que determina a lei. "Estou sendo acusado por cumprir a lei." De acordo com ele, caso a Justiça diga que ele agiu de forma incorreta, o governo de São Paulo "vai fazer o mesmo que os outros Estados estão fazendo", admitindo que entraria na guerra fiscal entre os Estados. Segundo ele, a solução para acabar com a guerra fiscal é a aprovação urgente da reforma tributária. Mas ele diz não ver disposição para a aprovação do projeto, uma vez que os Estados que hoje se valem da concessão de incentivos para atrair em presas perderiam esse instrumento. "Nunca vi São Paulo como centro dos acontecimentos; sempre pensei o Brasil como um todo e nem cheguei à Presidência da República porque, se chegasse, seria obrigado a não pensar mais regionalmente", afirmou, negando-se, no entanto, a admitir que atribuía esse regionalismo a ACM. "Análises eu faço, consequências vocês tiram", disse. O governador informou que comparecerá à reunião dos governadores esta sexta-feira (04), em Curitiba, onde deve ser discutida a guerra fiscal entre os Estados. Sobre o convite da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para que ele participe de uma audência pública que dicuta o assunto, o governador disse não ter sido informado, mas que aceitará a convocação.

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